Phillipe Trindade, colaborador da comunicação compartilhada do Festival de Cultura do Paraná 2009
Na mídia tradicional proprierária, matérias produzidas para um jornal são de propriedade dele. Assim, uma matéria veiculada em primeira mão (o tal do furo) ganha valor de mercado e pode ser comercializada.
Mas os meios tradicionais de comunicação omitem ou mentem sobre certas informações propositalmente em razão de interesses políticos e econômicos. “A comunicação compartilhada é uma simplificação do processo comunicativo”, explica a jornalista Rita Freire, uma dentre as mentes por trás do conceito, aplicado inicialmente no Fórum Social Mundial.
De acordo com Nazen Carneiro, um dos colaboradores da comunicação do Festival de Cultura do Paraná 2009, “a comunicação compartilhada se insere num contexto de divulgar, informar e cobrir fatos e eventos ignorados ou desvirtuados pela grande mídia”.
O objetivo desse conceito é construir novos espaços midiáticos, democráticos e descentralizados, que servirão de contraponto equivalente às mídias privadas e estatais. Ou seja, uma forma de inserir a sociedade civil na comunicação. E é em espaços como o Festival que se inicia esse processo.
Lá a comunicação será realizada de forma descentralizada. Estarão cobrindo o evento jornais, rádios, TVs, blogs e veículos da web. Mas esses meios convencionais não estarão sozinhos. Pontos e grupos culturais também farão a cobertura dos eventos. Após a produção das matérias de texto, áudio, vídeo, imagem e animação, a página da web do Festival reunirá todo o material e o distribuirá para as diversas mídias parceiras e para o Mundo, através da Internet.




